domingo, 26 de junho de 2011

Lisbon by me

double l from madafidalgo on Vimeo.

Desabafos

As vezes acordamos e pensamos o que é que, do dia de hoje, desejo mais que aconteça. as vezes a resposta é um café com aquela pessoa, ou uma saida com as amigas que ja não vemos a imenso tempo, o sol que vamos apanhar, ou uma cervejinha ao final de tarde acompanhada de uns caracois. Outros essa pergunta nem tem resposta. Há dias em que nem queremos sair da cama, queremos parar de pensar, queremos dormir até que a dor passe. Há dias em que não queremos ver ninguem, não queremos ver o sol, nem a cervejinha ao final da tarde. Há dias em que descobrimos que aquela pessoa ou aquelas amigas afinal não passavam de uma ilusão muito bem montada por um mago qualquer que faz o favor de nos andar a enganar durante não sei quanto tempo. E dizemos que crescemos e já não acreditamos no Pai Natal. Quantos Pais Natal há na verdade na nossa vida?

Adoramos vernos rodeados de pessoas, sentimo-nos bem, felizes, rimos e dizemos piadas. Fazemo-nos parecer mais engraçados do que aquilo que somos realmente, gritamos, cantamos, bebemos. À primeira vista poderiam passar pelos melhores momentos da nossa vida. Eu durante muito tempo pensei que esses eram os melhores momentos da minha vida. Até que cheguei aos 20 anos e apercebi-me que realmente são ver o nascer do sol no Rio Tejo com uma amiga (as palavras em silencio). Ver o mar infinito com alguem especial (o ruido do odio do mar nas rochas em contraste com o amor). Um jantar com as amigas que conheces e que te conhecem a demasiado tempo para fingimentos (os sorrisos e historias verdadeiras sem mais). Cantar uma canção (canções com memorias atadas). Um abraço que te deixa sem respirar (um verdadeiro). Um beijo com sentido (um amor consentido).

A vida engana. Dá muitas voltas. E são poucas as coisas que ficam contigo durante os momentos bons e os momentos maus.

Queriam fazer-me cair?

“Eu não caí para baixo, parceiro, eu caí para cima”
(Tropa de Elite)

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